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11 de maio de 2010

Livro sobre a Arena vende 160 exemplares no lançamento

Conselheiros, sócios e ex-presidentes do Grêmio compareceram ao lançamento do livro do advogado Antônio Carlos de Azambuja. Foi na última segunda-feira (10/05), no Barranquinho, em Porto Alegre. A obra "Títulos Patrimoniais e outras Obrigações Internas das Associações sócio-desportivas - Reflexos no Projeto Arena do Grêmio", editada pela Sérgio Antônio Fabris Editor, vendeu 160 exemplares. Azambuja trabalhou 14 meses na obra que analisa a possibilidade dos sócios patrimoniais e seus herdeiros, que deram dinheiro para construir os estádios, não ter direito de ingressarem na Arena, por ocasião dos jogos, nas mesmas condições que frequentam o Olímpico.

O livro encontra-se à venda na SAFE - Editora e Livraria, cita nesta capital, à rua Riachuelo, nº 1238 (quase ao lado da Biblioteca Pública), horário comercial, fone (51) 3227-5435, e-mail: fabriseditor@terra.com.br.

9 de maio de 2010

Reportagem publicada na contracapa do Correio do Povo de domingo 9/05/2010


Livro lança polêmica sobre o Estádio Arena

 Azambuja estudou 14 meses para a obra<br /><b>Crédito: </b>  arquivo pessoal / cp
Azambuja estudou 14 meses para a obra
Crédito: arquivo pessoal / cp






















JOÃO PAULO FONTOURA jpfontoura@correiodopovo.com.br


O lançamento do livro "Títulos Patrimoniais e outras Obrigações Internas das Associações sócio-desportivas - Reflexos no Projeto Arena do Grêmio", nesta segunda-feira, tem tudo para gerar polêmica. Nele, Antônio Carlos de Azambuja lança para debate possíveis problemas jurídicos que podem surgir a partir do projeto arena tricolor.


"Recebo correspondências de sócios do mundo inteiro reclamando. É uma avalanche de demandas e é impossível responder a todos, por isso fiz um estudo de 14 meses que gerou o livro", explica o autor, membro do Conselho Deliberativo.


Segundo ele, em virtude do contrato assinado com a OAS, o Grêmio não daria garantias de acesso à arena para os sócios do clube, como ocorre hoje, no Olímpico. Na Grêmio Empreendimentos não se cogita esta hipótese. "Todos os sócios do Grêmio, patrimoniais e contribuintes, que hoje têm acesso ao estádio Olímpico, terão garantido o acesso à arena", afirma Adalberto Preiss, presidente da GE.

Acesse a reportagem clicando aqui.

3 de maio de 2010

Entrevista com Antônio Carlos de Azambuja





1) O que são “títulos patrimoniais” e “associados proprietários” de associações sócio-desportivas (clubes)?

Classicamente, as contribuições dos associados para um clube dividem-se conforme seu destino: umas servem à formação de seu patrimônio e as outras à simples manutenção desse. Aquelas referem-se aos valores aportados para a compra aleatória de parcelas indistintas do referido patrimônio e no exclusivo objetivo do seu incremento.Constituem-se em créditos do investidor contra a entidade, a serem resgatados quando de sua extinção, se ocorrer, e pelo seu saldo, se então houver. Tais créditos são representados por títulos. O investidor, chamado de associado “patrimonial” ou “proprietário” é, pois, um credor permanente do clube, enquanto este existir e seu crédito estará sempre garantido pelo patrimônio líquido da associação.
O associado “contribuinte” não investe em títulos e não tem direito a crédito algum sobre o patrimônio do clube.
Ambas as categorias, contudo têm obrigação de pagamento pontual das mensalidades ( exceção dos “remidos”) para poderem exercer os direitos de uso e gozo de todas as instalações da entidade, sem mais ônus (ingressos)

2) Como surgiu a idéia do livro, porque e o que se espera dele ?

Na formulação do Projeto Arena com a OAS, fins de 2008, observou-se que todos os lugares disponíveis para o público no novo estádio, gerido pela parceira por vinte anos, seriam objeto de comércio, sem regalia alguma para os associados do Grêmio de qualquer categoria. Deveriam pagar, todos, indistintamente, ingresso para os jogos, como o público comum. Calculadamente, apenas 1000 associados indistintos teriam o acesso franqueado.
A grande maioria deles, pois, perderia um direito exercido por várias décadas na Baixada e no Estádio Olímpico: o de frequentar as suas dependências apenas com a comprovação do pagamento de mensalidades.
Ante as reclamações, sacou-se fora a regra dos 1000 lugares, substituindo-a por outra: o Grêmio subsidiaria o valor dos ingressos de seus associados e torcedores no estádio ARENA. Não se dispôs, entretanto, como faria isso precisamente.
(Até hoje, um ano e meio depois, não se sabe.)
Por suposto, o clube não dispunha (nunca dispôs) e nem disporá de recursos suficientes para isso. Prevê-se que, por isso, haverá carência significativa de lugares disponibilizados. Ocorrerá, também, acirrado concurso nos indicativos de preferência , sem critérios informativos visíveis atualmente. E, quem sabe, debandada de associados, divorciados de sua sede.
Daí a forte oposição à entrega do Olímpico à OAS por uma parte significativa de associados.
A Associação dos Gremistas Patrimoniais (AGP) foi criada para a defesa desses interesses em risco. Divulgada com abundância pela mídia, foi demandada a prestar informações a respeito do assunto, em múltiplos questionamentos de variadas origens (internet). As respostas vieram agora através do livro.
Embora não aponte uma solução, ele sugere alguns caminhos para isso. O importante é que uma – negociada ou não – tem que ser dada pelo clube, que a vem retardando ou protelando.
Nitidamente percebe-se a espera pela emergência do problema, à ocasião do recebimento da ARENA, quando não se poderá mais obstar a entrega, em troca, do Olímpico.
Teoria do fato consumado.
Isso poderá levar a graves litígios, inclusive judiciais, o que não se deseja. É preciso enfrentar o problema desde agora. Não basta prometer que os associados serão protegidos e que podem se quedar tranqüilos.
O livro trata de tudo isso.

Antonio Carlos de Azambuja